sexta-feira, 30 de maio de 2008

STF e pesquisas de células tronco embrionárias

COMO VOTARAM OS 11 MINISTROS DO STF - SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
SOBRE O ARTIGO 5º DA LEI DE BIOSSEGURANÇA NO BRASIL
QUE TRATA SOBRE AS PESQUISAS DE CÉLULAS TRONCO EMBRIONÁRIAS

Folha de São Paulo

" Carlos Ayres Britto (relator do processo)

Ayres Britto rebateu o argumento de que o artigo seria inconstitucional porque a Constituição garante o direito à vida e o embrião já teria vida. "Vida humana é o fenômeno que transcorre entre o nascimento e a morte cerebral. No embrião o que se tem é uma vida vegetativa que se antecipa ao cérebro", declarou. Britto procurou diferenciar o embrião congelado do formado no útero e da pessoa humana. Para o relator, o embrião congelado não tem condições de se tornar um feto ou um ser humano já que teria que ser implantado em um corpo feminino para se desenvolver.

Ellen Gracie

Acompanhou integralmente o voto do relator. "Não constato vício de inconstitucionalidade. Segundo acredito, o pré-embrião não acolhido no útero não se classifica como pessoa", afirmou Gracie.

Carlos Alberto Menezes Direito

Votou pela "inconstitucionalidade parcial" do artigo 5º da Lei de Biossegurança e propôs modificações no artigo, de forma a permitir que sejam feitas pesquisas com células-tronco embrionárias retiradas do embrião sem destruí-lo. "O embrião é, desde a fecundação, mais presentemente, desde a união dos núcleos do óvulo e do espermatozóide, um indivíduo, um representante da espécie humana, que terá a mesma carga genética de um feto, de uma criança, de um adulto, de um velho", disse.

Cármen Lúcia

Votou a favor das pesquisas com células-tronco embrionárias. "Sua utilização é uma forma de saber para a vida. Essa é a natureza da pesquisa cientifica com células-tronco embrionárias, que não afronta, mas busca ampliar a vida. [A pesquisa] não apenas não viola o direito a vida, antes torna-se parte da existência humana, porque vida não seria", disse a ministra.

Ricardo Lewandowski

Ricardo Lewandowski pediu restrições a pesquisas com células-tronco. Ele acolheu parcialmente a ação e pediu que a lei dosse modificada de forma que as pesquisas só sejam feitas com embriões inviáveis que não se dividiram espontaneamente.

Eros Grau

Sugeriu que fossem feitas modificações na Lei de Biossegurança, o que imporia restrições à pesquisa. Grau queria que as células-tronco usadas nas pesquisas fossem apenas aquelas obtidas a partir de óvulos que não se dividiram espontaneamente, que a pesquisa fosse previamente autorizada pelo Ministério da Saúde e que os óvulos fosse apenas aqueles provenientes de fertilização in vitro exclusivamente para a reprodução humana.

Joaquim Barbosa

Acompanhou integralmente o voto do relator, pedindo a improcedência da ação. Para Joaquim Barbosa, a proibição das pesquisas com células embrionárias, nos termos da lei, "significa fechar os olhos para o desenvolvimento científico e os benefícios que dele podem advir".

Cezar Peluso

Para ele, as pesquisas não ofendem o direito à vida, porque os embriões congelados não equivalem a pessoas. Entretanto, chamou atenção para a importância de que essas pesquisas sejam rigorosamente fiscalizadas --ressaltou a necessidade de o Congresso aprovar instrumentos legais para tanto.

Marco Aurélio Mello

Votou a favor das pesquisas científicas com células-tronco embrionárias no Brasil. "Aqui não se trata de questionar a gestante a ficar fisicamente conectada a outra, mas sim de definir o destino dos óvulos fecundados que fatalmente seria destruídos e que podem e devem ser aproveitados na tentativa de progresso da humanidade", afirmou Mello.

Celso de Mello

A favor das pesquisas, disse que a lei aprovada pelo Congresso dá aos embriões que seriam descartados por serem inviáveis "uma destinação mais nobre". "Todos esses embriões têm uma destinação: são fadados ao lixo sanitário. Dá-se, portanto, uma destinação mais nobre", afirmou. Em relação às afirmações de que a lei contraria o direito à vida, afirmou: "Um ovo ou embrião que não pode ser implantado em útero não tem potencial de ser um ser humano."

Gilmar Mendes

Fez ressalvas à legislação, por considerar que a norma brasileira possui deficiências. Mendes afirmou que "causa perplexidade" perceber que no Brasil esse tema seja regulamentado por apenas um artigo. Ele disse que a lei deixa de destinar um órgão central para a fiscalização das pesquisas, vinculado ao Ministério da Saúde".

Fonte: Artigo Folha São Paulo

Leia Nossa opinião publicada em 07 de março 2008



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domingo, 25 de maio de 2008

Portugal - Congresso Mundial Assembleias de Deus


1. Pressões mundiais: o desafio da emigração

A população e a sua mistura étnica está a mudar em muitos países do mundo através da emigração. As seguintes perguntas requerem uma resposta da Igreja:

  1. Emigração – O que fazemos com eles?
  2. Emigrantes pentecostais, porque muitas vezes falham na integração com a igreja nacional – O que podemos sobre isto?
  3. Muçulmanos – Estão eles fora da grande comissão? Onde estamos nós a alcançá-los com sucesso?

O que é uma igreja internacional?

Orador: Juan Carlos Escobar (Espanha)





2. Ministérios vocacionais - ministros no local de trabalho
Comprometer os lideres das igrejas a equipar, endossar e desenvolver os membros das suas igrejas dentro das regras fundamentais na comunidade e local de trabalho.

Orador: Lyndon Bowring (Reino Unido)




3. Treinamento de líderes emergentes

A história reflecte que muitas vezes os líderes “antigos” falham no treinamento à próxima geração de líderes. Isto conduziu-nos a uma lacuna onde a continuidade de crescimento e desenvolvimento na igreja ficou “estática” enquanto se espera que a próxima geração a apanhe. Como podemos rectificar isto e termos uma próxima geração de líderes qualificada e experiente a aguardar nas asas da Igreja para descolar?

Orador: António Gonçalves (Portugal)





4. Mantendo-se frutífero após o avivamento

Muitas vezes após um genuíno mover do espírito de Deus numa Igreja local, a igreja fica em pior estado que estava antes do mover do espírito. Isto é muitas vezes reflectido num maior declínio. Haverá alguns segredos a aprender sobre como evitar isto e o que fazer para encontrar “atitude” frutífera após o reavivamento?

Orador: Bonifes Adoyo (Quénia)





5. O marco efectivo para o líder do séc. XXI

O Sec. 21 clama por um tipo diferente de líder do que o do Sec. 20.
Quais são a diferenças e como podemos preparar novos líderes para lideranças de sucesso e relevo no Sec. 21?

Orador: Ron McManus (EUA)




6. Ministrar estilos de vida alternativos

Muitas vezes a Igreja firma-se na verdade e ao mesmo tempo marginaliza a igreja das pessoas que praticam certas formas de pecado. Como pode a igreja agarrar as suas crenças mas ultrapassar a linha de demarcação para alcançar este tipo de pessoas para Cristo?
Painel

1. Ministrar a prostitutas: Patricia Greene (Nova Zelândia)
2. Ministrar para Homosexuais: Peter Sleebos (Holanda)
3. Ministrar para Motards: Edi Fernandes (Portugal)





7. Criar impacto na comunidade através dos ministérios de compaixão

Como podemos inspirar e ajudar e de uma forma pratica ajudar as igrejas para criarem impacto na comunidade com programas sociais de compaixão, que permita à igreja local ter uma palavra e uma acção para a sua comunidade. Como pode a igreja apontar a necessidade aberta que mais ninguém endereça?

Orador: Mirco Andreev (Macedónia)





8. Abraçando as mudanças eclesiásticas para a missão da igreja no séc. XXI

Acreditamos que missiologia determina eclesiologia. Como podemos ver igrejas locais e denominações reformadas na sua estrutura para encontrarem o desafio do Sec. 21? Quais são as áreas principais que necessitam de mudança?

Orador: Peter Sleebos (Holanda)





9. Missões mundiais como um desafio de cooperação

O potencial das Assembleias de Deus à volta do mundo é muitas vezes minimizado pela não cooperação nacional. Isto muitas vezes é relacionado com o facto de serem consumidos com uma curta visão. Como podemos descobrir a chave para mudar e quais os passos para encontrar reais parcerias com as AD e com o resto do corpo de Cristo?

Oradores: Peter Kuzmic (Croácia)


FONTE: http://www.cadp.pt/congresso2008/pt/esplideres.html#sem7


COMENTÁRIO: Participação de preletores brasileiros no evento: ZERO! A razão mais provável pelo "esquecimento" foi o tratamento recebido pelos portugueses (e muitos outros) no Congresso Mundial realizado no Brasil - segundo informação em off da própria direção da AD em Portugal. Em consulta efetuada hoje aos jornais de Portugal sobre notícias do evento o resultado também foi Zero! Nada mais a comentar. João Cruzué.



sábado, 24 de maio de 2008

Terremoto - ore pela China!

VÍTIMAS DO TERREMOTO EM SICHUAN

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Quase 100 mil pessoas perderam a vida ou estão ainda desaparecidas na província de Sichuan Centro da China pela ação de um terremoto devastador. Entre elas muitos crentes. Continuemos orando pela China. China 4 Jesus

Print de fotos s/filme por João Cruzué


início do terremoto em 14:26:21


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quarta-feira, 21 de maio de 2008

Igreja Assembleia de Deus em Angola


“A igreja em si é chamada na Bíblia de o sal da terra e a luz do mundo. Não seja o cristão mais um furtador, um burlador, um trapaceiro, um contribuinte activo na sujidade da cidade, um violador da lei, mas sim um homem orientado pela lei divina. “É aqui onde a igreja e o cristão são chamados a exercer o seu papel preponderante de pacificadores dos espíritos.” Pastor Francisco Domingos Sebastião.
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Artigos publicados no Jornal de Angola*


1 - Assembleia de Deus encerra IV Conferência

27.novembro.2007
"A Assembléia de Deus Pentecostal do Maculusso encerrou, domingo, a IV Conferência e a Escola Bíblica de Obreiros, subordinada ao tema "Avaliados pela Visão: Marcos 8:22-26", em acto presenciado por cerca de oito mil fiéis.

Durante o evento, que decorreu em Luanda, de 19 a 25 de Novembro 2007 , os conferencistas analisaram com profundidade os temas abordados no II Congresso, realizado em 2005, e outros assuntos ligados à vida interna da igreja, tendo os resultados sido considerados satisfatóros.

O acto de encerramento, presidido pelo reverendo Francisco Sebastião, teve lugar na Cidadela Desportiva e contou com a presença do cantor brasileiro Moisés Cleyton e de representantes da igreja no Bengo, Cunene, Malanje, Namibe, Espanha, Portugal e Moçambique".

2 - Mais de um milhão de fiéis em todo país

16.março.2008
"A Igreja Assembleia de Deus Pentecostal está implantada em Angola desde 1948. Os primeiros trabalhos foram feitos na cidade do Lobito, província de Benguela, e mais tarde no Porto- Amboim, Kwanza- Sul, onde se desenvolveram os trabalhos iniciados pelo missionário Joaquim António Martins.

Em 1952, as autoridades coloniais portuguesas reconheceram oficialmente a Igreja, acto publicado no Boletim da República de então.

Em 1961, data do início da luta armada de libertação, o trabalho missionário foi associado aos “terroristas”. Até mais ou menos 1963, a igreja andou à deriva, sem nenhuma liderança própria; os que sobreviveram continuaram a evangelização, até que, com o fim dos tumultos de 61, as autoridades coloniais propõem à liderança da igreja que se quisesse continuar a evangelizar tinha que depender de um português vindo da colónia.

Vieram outros missionários, em 1967, até que, com o 25 de Abril, todos os missionários saíram do país e os angolanos ficaram novamente a trabalhar sozinhos com a igreja. Em 1983, dá-se a criação de uma liderança nacional forte e de lá para cá a igreja apenas cresceu. Hoje está representada nas 18 províncias do país e tem trabalhos missionários também fora do país, como no Zimbabwe, Moçambique, Malawi, Swazilândia, Índia, Portugal, Espanha, EUA, Brasil e noutros países.

Em Angola, até 2001, a igreja contava com aproximadamente um milhão e 200 mil fiéis, número que, segundo o pastor presidente, poderá já ter dobrado. “Só de membros – isto é, aqueles que estão sempre na igreja – em Luanda estamos com 62 mil baptizados e 120 mil não baptizados”, informa o responsável máximo da congregação".

3 - Musica Gospel em Agola

Por Kindala Manuel
03.maio.2008
"O músico Luvualu Clarry Ndongala, de nome artístico “Clarry”, vai apresentar hoje ao público, no largo da Luanda Antena Comercial (LAC), o seu mais novo trabalho discográfico, intitulado “Angola louva Jesus”.

O álbum, o segundo do cantor, é composto por 12 faixas musicais, cantadas no estilo gospel, em português, kimbundu, fiote, kikongo, umbundu e lingala. Trazendo outros ritmos como o slow, zouk, pop, salsa, reagga e semba, o disco começará a ser vendido e assinado a partir das 10H00.
Com uma tiragem inicial de dois mil exemplares, o CD foi custeado, produzido, masterizado, misturado e editado pela produtora Clarry Fan Clube (CFC), na qual o músico é proprietário e desempenha o cargo de produtor e professor de música.

Segundo o músico, o novo trabalho discográfico contou com a participação de mais de 30 artistas gospel de renome no mercado luandense, como a Irmã Sofia, Jacques Bambila, Lord King, Gabriela Espírito, o Coro dos Anjos e Pomba Sahara.

Clarry informou no entanto que as músicas que compõem o disco seguem a sua habitual linha temática, centrada na vertente gospel. “O CD tem canções de júbilo, que estou acostumado a cantar. Escolhi o titulo “Angola louva Jesus” porque, além de ser letra de uma canção, o facto de termos alcançado a paz, levou-me a compor músicas que tocam e encantam a alma humana", concluiu.

Para o cantor, um dos objectivos da compilação do álbum é o de levar, através do louvor, a palavra de Deus aquelas pessoas sofridas, de forma a que possam ter uma educação focada nos princípios do cristianismo e num relacionamento diário positivo.

De acordo ainda com o cantor, do ponto de vista social, a mensagem principal do disco está focalizada para a chamada de atenção da sociedade civil para a necessidade da prática do bem e do amor ao próximo.

De 30 anos de idade, Luvualu Clarry Ndongala começou a cantar aos 14 anos de idade como corista do Grupo juvenil na igreja Assembleia de Deus Pentecostal. Na altura não tinha como ambição ser músico profissional. O seu primeiro disco, também gospel, foi lançado em Abril de 2005, na portaria da rádio nacional de Angola, com o título “Creia em Jesus”.

4 - A Igreja e a participação política em Angola

"Um Papel importante na vida política dos Estados"

"A Igreja, enquanto formadora de consciência, sempre teve um papel importante na vida política dos Estados, considera o reverendo Francisco Sebastião, da Assembleia de Deus Pentecostal. O religioso recordou que dentro da Igreja foram gerados políticos de renome, apontando como exemplo o primeiro presidente de Angola, doutor António Agostinho Neto, filho de um pastor e formado no seio de uma religião, “de onde teve a inspiração política de libertação”.

“A Bíblia diz que só Cristo liberta, e quando Cristo liberta, o homem fica livre e começa a ter uma nova perspectiva de vida”, sustenta. O pastor refere ainda que a Igreja está constituída por pessoas e que estas são membros da sociedade, e como tal, a Igreja deve actuar em diversos pólos da vida, “quer do ponto de vista social, quer do ponto de vista espiritual”.

“Não olhamos para a cor da camisola mas sim para a cor do país; esta é que deve nos unir como angolanos; e nas eleições nós devemos actuar como angolanos e não como membros do partido A ou B”, apelou.

Ainda como referência, o reverendo falou dos momentos vividos pela Igreja Assembleia de Deus Pentecostal, implantada em Angola desde 1948 e reconhecida pelas autoridades coloniais em 1952, mas que em 1961, ano do início da luta de libertação, foi associada aos “terroristas negros”.
“Por isso, muito dos nossos mais velhos pagaram com a vida; foram decapitados e fuzilados; centenas de pessoas foram executadas por serem crentes, porque diziam que o nosso missionário, Joaquim António, estava a ensinar os pretos a serem terroristas. Como consequência, ele próprio foi expulso de Angola pelas autoridades coloniais”, recorda.

É por esta e por outras razões que o reverendo considera que existe muito mais responsabilidade para os cristãos do que para os não cristãos neste processo, “porque o mundo tem esperança de que somos uma mais-valia que pode contribuir para a melhoria deste país”.

“A igreja em si é chamada na Bíblia de o sal da terra e a luz do mundo”, realça, deixando a seguinte advertência: não seja o cristão mais um furtador, um burlador, um trapaceiro, um contribuinte activo na sujidade da cidade, um violador da lei, mas sim um homem orientado pela lei divina. “É aqui onde a igreja e o cristão são chamados a exercer o seu papel preponderante de pacificadores dos espíritos”, conclui".

Fonte: http://www.jornaldeangola.com

Comentário: nossos cumprimentos aos Irmãos Angolanos pelo exemplo de consciência religiosa e política adquirida com a dura experiência da guerra. As bênçãos do Senhor estejam sobre vocês.

João Cruzué
cruzue@gmail.com