quinta-feira, 30 de maio de 2013

Ratinho entrevista Pr. Silas Malafaia



João Cruzué

O Pastor Silas Malafaia, líder da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, esteve hoje, 30.05.2013, à noite (22:30), no Programa do Ratinho, respondendo a várias perguntas do apresentador e de pessoas da rua. Acho interessante dizer que os dois são muito parecidos na forma de falar: são muito francos. Pastor Silas foi aplaudido várias vezes, depois de suas respostas para alguns temas. O que vou escrever abaixo não são, literalmente, as palavras do Pastor, mas o que entendi e guardei na memória.

A pergunta mais interessante que achei foi sobre sua opinião sobre o programa Bolsa Família. Pr. Silas respondeu que nenhum país pode se tornar auto-suficiente  com um povo subserviente. Ele comentou que a ajuda deveria ser dada até certo ponto, pois tem conhecimento de caso de pessoas que juntou dinheiro do bolsa-família para comprar bolsa de marca. E ele não falou a marca, para não fazer propaganda gratuita. Disse que o trabalho é que faz uma nação poderosa e não auxílios para que as pessoas fiquem em casa sem trabalhar. Lembrou que, embora não aprove várias ideias do ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso (a descriminalização da maconha) foi ele que instituiu o programa social que hoje é conhecido como bolsa-família - verdade seja dita.

Uma pessoa perguntou se quem ganha o salário mínimo deve dar o dízimo. A resposta do pastor foi que, só dá o dízimo que crê em Deus. Afirmou que muita gente que não crê, e que nunca pois o pé em uma Igreja Evangélica, vem com esta conversinha tosca. Disse que está na Bíblia, e que os ímpios não dão e ainda criticam os crentes que dizimam. O Pastor comentou que estava construindo uma nova Sede para a Igreja Evangélica Assembleia de Deus Vitória em Cristo no Rio, para ficar pronta mais ou menos em um ano e que o custo da obra está orçado em R$ 12 milhões. Ele disse um anjo  não iria descer do céu com um cheque assinado por JEOVÁ, para ser sacado em conta do Banco do Céu. Afirmou que os recursos para a construção do templo, com capacidade para 6.000 sentadas, eram  ofertados pelos próprios crentes.

Ratinho perguntou se os pastores não estão fazendo politica demais, em vez de cuidar das ovelhas. Pastor Silas foi enfático e disse que não. Respondeu para o apresentador que existem 400 mil pastores evangélicos no Brasil, e que a quantidade de pastores que estão na representação política é ínfima.

Perguntado sobre os atritos entre o Bispo Edir Macedo e o Apóstolo Valdemiro ainda existem. Pastor Silas disse que isto já é coisa do passado e que os dois já se perdoaram e estão cada um cuidando do seu trabalho, em paz.

Sobre o casamento gay, quando perguntado, o Pastor disse que o homossexualismo existe deste os primeiros tempos bíblicos, mas que ativismo gay é coisa dos últimos 20 anos. Disse ser contra a adoção de crianças por par de  homossexuais, porque isto vai desnortear a formação da personalidade de crianças. Falou que o primeiro contato de uma criança  é a figura da mãe. Falou que a figura do pai é que faz a primeira ruptura do relacionamento social da criança. Então, arrematou que quando não houver a figura paterna na adoção de crianças por pares de homossexuais, as consequências (ruins) disso só vão aparecer daqui a 20 ou 30 anos. No decorrer desta pergunta, Ratinho interrompeu o assunto para contar uma piada pesada.

Ratinho perguntou se ele não ficou chateado com a jornalista Marília Gabriela, devido a postura da apresentadora na entrevista com ele "De Frente com Gabi" do começo do ano. Ratinho perguntou também se e Pastor não tinha ficado muito nervoso durante a entrevista. Pastor Silas Malafaia aproveitou para elogiar a inteligência e o preparo da Gabi, afirmou que ela é uma dos três melhores entrevistadores da TV brasileira, mas, comentou, que ela se perdeu durante a entrevista, quando abandonou a posição de entrevistadora para ser debatedora dos assuntos que estava perguntando. Naquela circunstância, disse o Pastor, eu parti prá cima.

Pastor Silas foi muito elogiado pelo apresentador Carlos Massa, quando este comentou que o Pastor era um figura muito influente no meio religioso, que há pouco menso de uma semana tinha levado cerca de 500 mil pessoas na Marcha para Jesus na Cidade do Rio de Janeiro. 

Aproveitando a oportunidade, Pastor Malafaia convidou todo povo cristão, seja católico ou crente a participar da Manifestação do próximo 05 de junho, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, às 03 horas da tarde, em favor da família e da liberdade de expressão.

Ratinho perguntou quem iria discursar em Brasília, e o Pastor disse que lá estariam muitos pastores, deputados, senadores, líderes católicos, e que depois do Ato, muitos cantores evangélicos fariam um grande show para os presentes. Citou nominalmente o artista Thales.

Pastor Silas também foi questionado se não tinha sido processado pelo deputado Jean "Williams" Ao que o Pastor disse que foi arrolado em um processo desse parlamentar contra o Pastor Marcos Feliciano, hoje presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara Federal. O pastor disse que quanto seu advogado foi tomar ciência dos autos de uma acusação de mais de 40 folhas, encontrou a citação do nome do Pastor em duas linhas. Ao que levado ao conhecimento do Juiz, este não aceitou o argumento da queixa-crime do deputado gay Jean "Williams".

No final da entrevista, o Pastor Silas Malafaia pediu um minuto de tempo ao Ratinho para proferir uma benção para o apresentador, auxiliares e para todo o auditório do Programa do Ratinho, atitude que foi bem recebida e muito aplaudida.

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NOVO LIVRO DE POESIAS  
DE SAMMIS REACHERS


Estou lendo e gostando.
"João Cruzué"





sábado, 13 de abril de 2013

Pr. Marcos Feliciano pensa na Presidência da Republica em 2014


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Eles mandaram bem!
João Cruzué

O Pastor Marcos Feliciano é, nos últimos 30 dias, a pessoa com mais evidência na mídia brasileira. Ele conseguiu reunir contra si um amplo espectro da sociedade, principalmente artistas, intelectuais, políticos, gays, celebridades, emergentes, famosos, falsos intelectuais, líderes católicos e até evangélicos. De  "A" a "Z", a maioria está descendo a lenha nele. Se o propósito inicial era desqualificá-lo e massacrá-lo na mídia, o efeito saiu ao contrário. O resultado na busca de  qualquer pelo nome "Feliciano" em qualquer mídia virá exaustivamente. O problema agora não é arrancá-lo da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara Federal, mas demover o PSC de lançar sua pré-candidatura à Presidência da República em 2014.

Falem mal, mas falem de mim. Nunca vi uma pessoa ser tão execrada na mídia, ultimamente, quanto o Pastor Marcos Feliciano. Ele conseguiu reunir a maioria dos políticos, artistas, intelectuais, gays, bispos católicos, pastores, parafraseando Chico Buarque: O Pastor  Marcos Feliciano está sendo a "geni" do congresso. Todos querem aproveitá-lo como escada para tirar uma casquinha ou voltar a aparecer na mídia.

Estão malhando tando, e com tanto exagero, que o efeito já começa a ser benéfico para o currículo do Pastor. Li em um jornal ontem, que o Planalto está pensando em dar outro cargo (melhor)  para o PSC caso o Pastor Feliciano renuncie ao cargo. Por outro lado, o Pastor resiste. Acredita que se abandonar o cargo agora, seria deixar na mão dos opositores o cargo que recebeu por direito.

No meio deste "tiroteio", a Presidente Dilma está começando a ter uma nova dor de cabeça. Já não bastasse a deserção do governador pernambucano Eduardo Campos, o PSC de Marcos Feliciano também já pensa em alçar voo solo. Está na cabeça de muita gente a pré-candidatura do Pastor Feliciano à Presidência no ano que vem. Se ele tem estatura para isto, são outros quinhentos, mas quem está melhorando e valorizando seu cacife, isso "tá".

A vontade de "destruir" Feliciano por parte de seus adversários conseguiu fazer o que ninguém pensava antes, unir uma "pá" de evangélicos em torno de  mais candidatura presidencial.

Em vez de estar preocupado, à esta altura o Pastor Feliciano deve estar feliz da vida. Ele conseguiu em um mês, trazer a tona o grande preconceito que  artistas, gays, intelectuais, famosos, celebridades, bispos católicos têm contra os crentes/evangélicos. O que não estão vendo é que quanto mais batem, melhor para o crescimento da participação evangélica, tanto na política quanto no crescimento religioso.

A maior Igreja Evangélica Assembleia de Deus, na sua convenção quadrienal realizada na semana passada em Brasília, quando reelegeu à Presidência o Pastor José Wellington, aprovou um moção de apoio a Pastor Marcos Feliciano. Atitude que foi louvada tanto pelo Pastor Silas Malafaia quanto pelo Pastor Abner Ferreira de outras grandes convenções da mesma Igreja.

Por outro lado, as lideranças das Igrejas Tradicionais estão torcendo o nariz fazendo coro (com raras exceções) como os ímpios que estão criticando o Pastor que está sendo assado na chapa por conta da sua língua grande, mas o peso delas nas decisões políticas nacionais hoje é bem fraquinho.

Quem está perdendo com isto é o partido do Governo, que de dia quer o benefício do voto evangélico, mas fomenta a intolerância por baixo dos panos à noite. Com isto a reeleição de Dilma, que era favas contadas, a cada dia está se complicando. O abacaxi está só crescendo...

Agora a questão não é mais arrancar CDH das mãos de Feliciano, mas fazer o PSC desistir de lançar sua pré-candidatura à Presidência da República. E sabe de uma coisa, se ele for candidato no ano que vem, milhões de crentes vão votar nele. É por isso que o governo vai procurá-lo para oferecer um grande cargo, para abortar sua candidatura.



Se você votou nestes parlamentares em 2010, creio que fez uma boa escolha. Alguém pensou em desmerecê-los colocando na suas fotos sob este título intolerante na Internet. Mas na minha opinião, isto, em lugar de execrá-los, os cacifa sobremaneira para receber o voto evangélico em 2014.




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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Pastor José Wellington é reeleito para a presidência da CGADB 2013

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João Cruzué

O Pastor Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Ministério do Belenzinho, foi reeleito ontem, 11/04/2013, á Presidência da CGADB - CONVENÇÃO GERAL DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS DO BRASIL, com 9.003 votos, contra 7.407 votos do seu opositor o Pastor Samuel Câmara, presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus da Igreja Mãe em Belem do Pará.

O mandato (último) do Pastor José Wellington Bezerra da Costa será de quatro anos e terá vigência até 2017.

Dos cerca de 24 mil pastores credenciados, apenas 17.075 de fato participaram da eleição, a maior da história da Convenção. 

O resultado do pleito foi o seguinte:

Pastor José Welllington:  9.003  - 54%
Pastor Samule Câmara.:  7.407  - 44%
Votos nulos ...................:175    - 1%
Votos em Branco.............:162    - 1%
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TOTAL DE VOTOS ............ 16.747
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O Pastor José Wellington venceu com 54% dos votos. Como base nos números apresentados de um lado o Pastor se apresenta com grande vitorioso há 22 anos. Por lado o ministério da Igreja se mostra dividido, pois 46% dos pastores  não votaram no atual Presidente. 

Este descontentamento dos Ministros assembleanos é explicado em parte por sua longa permanência no poder. Em minha opinião particular, a falta de alternância no exercício do poder de um só Presidente se por um lado garante um aparente firmeza de rumo, por outro pode abrir um marco referencial  perigoso: apego excessivo ao poder. 

No que diz respeito ao Pastor José Wellington, graças a Deus, sua liderança tem sido positiva. Mas o que dizer quando uma outra pessoa, de personalidade despótica, assumir o poder? Que freios a Igreja Assembleia de Deus terá para se livrar do incômodo? Isto poderá levar a enfraquecimento da Igreja pelo desestímulo aos ministros mais jovens.

A falta de alternância no poder é um motivo real de cisões, abertura de novos ministérios e novas convenções. A geração mais jovem está crescendo em mundo onde  tudo muda tudo em menos de dez anos. E uma denominação que não estiver preparada para isto, pode correr o risco de ficar sem liderança no momento mais crítico.

Boa sorte ao próximo mandato do Pastor José Wellington. Venceu dentro das regras do jogo. 

Ponto e acabou.









 






domingo, 24 de março de 2013

300 mil protestam em Paris contra o casamento gay




PROTESTO EM PARIS CONTRA O CASAMENTO GAY

Yoan Valat/Ef


Pierre Andrieu/AFP

Pierre Andrieu/AFP

Das Agências de Notícias

Uma multidão invadiu as ruas de Paris na tarde deste domingo para protestar contra o casamento entre homossexuais, em uma última mobilização antes da adoção definitiva do projeto de lei que legaliza a união e adoção por casais do mesmo sexo.

Milhares de pessoas, entre as quais muitas famílias, se reuniram em frente ao Arco do Triunfo, ao longo de um trecho de 5 km. Organizadores do ato estimaram cerca de 1,4 milhão de presentes. Já a polícia calculou cerca de 300 mil pessoas.

Em um palanque, o deputado da UMP (União para um Movimento Popular), principal partido de direita, Henri Guaino, que havia convocado os manifestantes a "censurarem" o governo "nas ruas", declarou aos participantes: "Em 13 de janeiro vocês eram um milhão. Vocês são muito mais hoje".

A última manifestação de opositores ao casamento gay reuniu em 13 de janeiro 340.000 pessoas, de acordo com a polícia, e quase um milhão, segundo os organizadores.

A polícia de Paris informou que "os números definitivos serão comunicados no início da semana".

Os organizadores esperam desta vez uma "melhor visibilidade" do "número de participantes" e um "efeito de massa".

A polícia usou gás lacrimogêneo para barrar manifestantes que tentavam invadi o Champs-Elysées em um perímetro interditado aos organizadores da manifestação."Entre 100 e 200 pessoas tentaram forçar uma barreira policial para entrar nos Champs-Elysées", explicou um porta-voz da polícia.

O presidente da UMP, Jean-François Copé, presente na manifestação, pediu que "François Hollande preste contas" após famílias terem sido vítimas de gás lacrimogêneo.

Líderes da Frente Nacional (extrema-direita) também estavam presentes.

Telões foram instalados do Arco da Defesa até o Arco do Triunfo. Faixas foram penduradas nas varandas: "Não toquem em minha filiação", "Queremos emprego, não casamento gay".

VALORES

"Não desistiremos", assegurou Marie, 30 anos. "Viemos defender o fato de que a família composta por um pai e uma mãe é o melhor para as crianças", ressaltou.

Durante uma breve entrevista, Frigide Barjot, uma das principais organizadoras do evento, exortou o presidente Hollande a se concentrar mais nos problemas econômicos do país em vez das famílias: "Queremos que o presidente cuide da economia e deixe a família em paz", declarou.

Os opositores querem pedir a Hollande que retire o texto para ser submetido a um referendo.

Segundo eles, este projeto, que possibilita o casamento e a adoção por casais do mesmo sexo, "perturba totalmente a sociedade, negando o parentesco e a filiação natural" e isso teria "consequências econômicas, sociais e étnicas incalculáveis".


Fonte: FOLHA UOL.COM




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