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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Caso do Pastor Youcef Nadarkhani nas mãos do Aiatolá Supremo do Irã

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Por Jordan Sekulow

Washington Post

Tradução de João Cruzué

A Corte de Gilan, que recentemente determinou que o Pastor Youcef Nadarkhani convertesse ao Islã ou enfrentasse a execução, atrasou a decisão por escrito. Devido à repercussão do caso, os juízes remeteram o assunto ao Lider supremo do Irã, o Ayatolá Ali Khamenei.

De Acordo com o advogado de Youcef, Mr. Mohamad Ali Dadkhah, a Corte decidiu perguntar primeiro pela opinião do Aiatolá Ali Khamenei, o líder supremo que é jurista islâmico e o árbitro final da Lei da Sharia.

No Irã, ele é visto com um gardião protetor do país.

A decisão de envolver o mais poderoso líder, demonstra que o Irã está sentido a pressão internacional. Envolver o Supremo Líder antes do caso passar pela instância da Corte Regional - é incomum no Irã.

Nós podemos estar certos de uma coisa: Se as mentiras (estupro, extorsão e sionismo) espalhadas pelo Irã contra o Pastor Youcef fossem verdade, a Corte de Gilan não procuraria pelo conselho do Aiatolá Supremo.

Agora que o Supremo Lider foi chamado no caso, é imperativo que os embaixadores TOPs de todas as nações reclamem do Irã por uma libertação incondicional do Pastor Youcef Nadarkhani.


Nota: Não deixe de ler a confirmação desta notícia na Christianity Today, dois dias depois.




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sábado, 15 de maio de 2010

Lula pode se encontrar com o Grande Aiatolá Ali Khamenei no Irã

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JOÃO CRUZUÉ

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou em Mehrabad, Aeroporto Internacional de Tehrã, às 21:16h PMT. Ele vai participar da reunião de cúpula do G15 na próxima segunda-feira e na sua agenda há reuniões marcadas com funcionários do alto escalão do Governo do Irã sobre a política nuclear agressiva daquele país. Se o líder supremo do Irã , o Grande Aiatolá Ali Hoseyni Khamenei crer em Lula, vai convidá-lo pessoalmente para um encontro.

Os olhos das autoridades mundiais e o foco da imprensa internacional estão voltados para o que Lula tratar com as autoridades locais. As potências mundiais creem firmemente que o Irã está em contagem regressiva para construir a sua primeira bomba atômica. Acham que o Presidente Lula vai servir apenas de inocente útil para abrandar as pressões mundiais.

Mesmo que o Presidente brasileiro consiga um acordo com o Aiatolá Ali Hoseyni Khamenei ou com Presidente Mahmoud Ahmadinejad, talvez não seja suficiente para assegurar ao mundo que o Irã está falando a verdade. Na visão das grandes potências o Irã já decidiu construir a bomba e nada e nem ninguém vai conseguir êxito em fazê-lo abortar o pano. Afirmam que Lula apenas vai dar o tempo que o Irã precisa para chegar à bomba.

Lula será a última oportunidade política que o país dos Aiatolás vai ter para afastar a sombra da destruição que ameaça os céus do Irã. É intuitivo que os Aiatolás do Irã não querem confiar apenas no Livro Sagrado. Eles querem, provavelmente, algo mais - como por exemplo: uma meia dúzia de bombas atômicas para afastar a possibilidade de uma invasão americana. Mas se houver uma ação do Ocidente no Irã, ela vai ser atípica: nos mesmos moldes de 6 e 9 de agosto de 1945. A questão nuclear de Tehrã já tirou a paz dos Estados Unidos e de Israel.

O mundo corre perigo. O Presidente Lula é mesmo o "cara". O único "cara" com credibilidade o bastante para ajudar no desarme da espoleta desta bomba. Lula crê que isto é possível. Ele pensa que não se deve colocar o Irã contra a parede, que é preciso porta aberta para o diálogo, para evitar uma guerra.

É inegável que há uma "torcida" internacional para que Lula falhe. Ela considera que Lula é apenas mais um oportunista buscando seus 15 minutos de fama. A Rússia disse que Lula tem 30% de chances. Por outro lado, o Presidente da Silva, como é chamado lá fora, não pensa assim. Lula foi forjado na têmpera das reuniões sindicais do Grande ABC. Ele crê sinceramente no sucesso de sua missão.

Se o Presidente Lula sair vitorioso do Irã, onde há poucas chances de sucesso, terá pavimentado sua pretensão de ser o próximo Secretário geral da ONU. Por outro lado, se Lula não tiver êxito em seu propósito - ao menos ele tentou. E, além disso, o Brasil vai sair desse episódio como um país amigo dos povos persa e árabe. Um imenso mercado para bons negócios.


Texto não disponibilizado para cópia.